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já me chamaram de muitas coisas nessa vida, mas pilantra é a primeira vez kkkkkkkk
a escrita me constrange. o eu lírico me parece sofrer mais por um fantasma do que por um amor inalcançável. é como se esse sofrimento tivesse se tornado sua identidade e, para além disso, parece que junto com esse amor uma versão de si mesmo também morreu.
o eu lírico é introspectivo e obcecado por transformar seus sentimentos em palavras, que ajudam a manter viva (ou aceitar que se foi) a memória de algo ou alguém.
mostre
faz sentido, sim. mas você não pode definir se a outra parte seguiu mesmo em frente
o noah não passou anos sentado olhando para a estrada. ele trabalhou, foi pra guerra, perdeu pessoas importantes, reconstruiu a casa que sempre sonhou e continuou vivendo. o amor permaneceu, mas a vida também.
the notebook não romantiza abandonar a própria vida esperando alguém. ele fala sobre um amor que resistiu ao tempo porque ainda existia dos dois lados. e o reencontro só aconteceu porque havia reciprocidade.
queria que você se visse com os mesmos olhos que eu te vejo, você não precisa ser concertada, nem ser amada pra sentir que tem valor
o que quer que tenha acontecido em 2020, não volte pra lá.
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